Antioxidantes da dieta, vitais contra o câncer

Um dia na Fazenda reuniu destacados cientistas de Nutrição e Dermatologia para dar a conhecer as mais recentes investigações sobre antioxidantes na luta contra o câncer e o envelhecimento.

A primeira jornada Minute Maid de Formação em Nutrição e Dermatologia reuniu em La Granja de San Ildefonso, em Segóvia, a destacadas personalidades do âmbito científico. Pedro santa maria, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Ramón y Cajal de Madrid, foi o encarregado de abrir uma intensa manhã dedicada à nutrição como ferramenta para combater o envelhecimento e o aparecimento de processos tumorais. Segundo afirmou, “à medida que o indivíduo envelhece, haveria um desequilíbrio entre os radicais livres e as defesas antioxidantes do organismo”.

José Saban, chefe da Unidade de Patologia Endotelial do Ramón e Cajal, destacou o papel fundamental da genética: “a gente não passa dos 100 anos só por causa dos avanços da medicina, ou por que se cuide. Aí o mais importante é a genética”. E acrescentou que “o cromossoma 9P21 é um novo marcador de risco de sofrer acidentes vasculares cerebrais em idades jovens em indivíduos sem fatores de risco clássicos -obesidade, hipertensão, diabetes, fumantes, sedentários-. Um 20 por cento da população teria o marcador e a pessoa que o tivesse, teria cerca de 30 por cento a mais de risco de doença coronariana precoce do que outra sem marcador”.

Laura Bravo, pesquisadora do Instituto do Frio (CSIC), afirma que “30 por cento das mortes por câncer são preveníveis. É dizer, de 7,4 milhões de mortes que ocorreram no mundo em 2007 relacionadas com o cancro, 2,2 milhões poderiam ter evitado”. Recordou também que “os antioxidantes agem bloqueando a atividade de um cancerígeno sobre uma célula normal e suprimindo as fases iniciais do processo carcinogênico”. E destacou o papel do chá verde (epigalocatequin galato ou EGCG), a soja (genisteína), a maçã (quercetina), a uva (resveratrol e ácido cafeoilquínico), a curcuma (curcumina) e o limão (limoneno) pelo seu teor em antioxidantes.

Entre os agentes quimiopreventivos de câncer cutâneo indicou os carotenóides e licopeno do tomate, o EGCG, as proantocianidinas, o resveratrol, o cacau, a silimarina do cardo mariano e o limoneno.

Polifenóis
Cristina André-fernando monteiro, professora de Nutrição e Bromatologia da Universidade de Barcelona, comentou o papel dos polifenóis na saúde: “São os antioxidantes mais abundantes na dieta, e além disso, têm outros efeitos fisiológicos importantes: participam na modulação de enzimas, previnem a aterosclerose, o câncer e as doenças neurodegenerativas, e tem capacidade antibacteriana”. E acrescentou que “os polifenóis podem ser flavonóides e não-flavonóides. Os primeiros se podem encontrar na cebola, os espargos, os frutos do bosque, couve, endivia, espinafre, alcachofra, lima, limão, grapefruit, laranja, maçã, chá preto e o verde, o chocolate preto, o vinho tinto, a uva preta, pêssego, alperce, a soja, a ameixa, a lombardia, e as cerejas. Os polifenóis não flavonóides são encontradas no azeite de oliva, os citrinos, o brócolos, a berinjela, a cenoura, o café, uva branca, a negra e a moscatel, o tomate-cereja, romã e as frutas do bosque”. E indicou que 54 por cento do consumo de flavonóides em crianças vem do cacau.

Com relação às isoflavonas da soja, explicou que o 30-40 por cento da população ocidental e 60 por cento dos japoneses podem degradarlas -graças a sua microflora intestinal – a equol, um composto com afinidade pelos receptores estrogênicos e que potencia os seus efeitos benéficos.

Depois, Rafael Urrialde, chefe de Comunicação de Saúde e Nutrição da Coca-Cola, ministrou uma oficina de legislação portuguesa e europeia sobre a rotulagem nutricional. No caso das bebidas de frutas, condenando como os pictogramas das tags deve haver uma relação proporcional entre o tamanho das frutas e seu conteúdo na bebida.

Francisco J. Tinahones, chefe do Serviço de Endocrinologia do Hospital nossa Senhora da Vitória, do Málaga, foi comentado em um estudo publicado recentemente: “Algumas bactérias Gram-negativas da flora intestinal produzem liposacáridos (LPS) com capacidade para poderem ser absorvidos a nível intestinal e verificou-se que têm uma relação muito direta com a insulinoresistência. Em seguida, os LPS acessam o fluxo circulatório pela união ao quilomicrón”.

Por último, Salvador González, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, de Nova York, explicou como o extrato de Polypodium leucotomos administrado por via oral protege a arquitetura da pele, reduz o dano genético e preserva a morfologia e o número de células de Langerhans.

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