Alergias no verão: mais alerta que nunca

As condições meteorológicas do verão são ideais para viajar, descansar, aproveitar o bom tempo e realizar aqueles planos que, durante o resto do ano, gostaríamos de fazer e não podemos, por falta de tempo. No entanto, se sofremos algum tipo dealergia, há uma série de fatores que devemos prestar atenção se você não queremos que uma reação alérgica nos estragar as férias. A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (Seaic) assinala que devemos extremar as precauções durante a época estival. Em primeiro lugar, aqueles que sofrem de alguma doença alérgica devem viajar sempre com a medicação recomendada por seus alergistas sejam preventiva, de urgência (autoinyectores de adrenalina) ou a chamada “medicação de resgate” (anti-histamínicos ou de broncodilatadores).

Aqui vão algumas dicas que podem ser úteis para evitar situações perigosas para os alérgicos.

Sol e água

Algumas alergias da pele ficam soltos pela radiação solar, há também que ter em conta alguns fatores que podemos ter reação, como os filtros solares ou as árvores que nos aproximamos à procura de sombra (figueiras, cítricos, etc.). Além disso, convém ter presente que há medicamentos anti-inflamatórios e antibióticos que produzem efeito fotosensibilizante, tanto por sua ingestão, como pela sua aplicação na pele.

Outro dos tópicos do verão são os banhos refrescantes nas piscinas que podem piorar os sintomas de dermatite atópica, especialmente nas crianças, os banhos prolongados e a presença de cloro na água. Recomenda-Se o uso de água salgada, em vez de cloro e banhar-se no mar, que não só não prejudica, mas que é benéfico para a pele. Ainda assim, é importante lembrar que, após um banho em água clorada se deve enxaguar bem a pele com água doce e seguir com o uso de cremes hidratantes.

Especial atenção à alimentação

As reações alérgicas alimentares são acentuadas no verão e as refeições fora de casa têm grande parte da culpa, 7 de cada 10 reações, de acordo com a Seaic, ocorrem fora do domicílio. Por isso, é importante acompanhar atentamente todos os produtos que são consumidos e perguntar aos cozinheiros em caso de dúvida.

Por outro lado, as frutas da época também estão sob o ponto de mira. Algumas frutas como cerejas, pêssegos ou as paraguaias podem causar urticária ao contato com as mãos ou dos lábios, além de síndrome de alergia oral (inflamação e comichão), ao comê-las. Outras frutas, como o melão e a melancia podem produzir sintomas em pessoas alérgicas a pólenes. Recomenda-Se consultar o alergistas no caso de sofrer de sintomas para determinar quais os alimentos que tomar ou evitar em cada caso.

Viagens e residências de verão

Nas regiões costeiras temperadas e úmidas é onde habitam os ácaros, responsáveis pela alergia ao pó. Por isso, é recomendável fazer uma limpeza neste tipo de residências de verão (sim, é de forma antecipada para a chegada do afetado, melhor).

Quanto aos ambientes rurais, em que se entra em contato com espécies de animais que, normalmente, não há relação direta, também pode haver reações alérgicas. As proteínas do cabelo, saliva ou urina destes animais podem produzir reações que atacarem os olhos e as vias respiratórias.

Com relação ao transporte de vacinas, quando o período de férias é curto recomenda-se não usá-los. O transporte pode causar problemas, como bagagem de mão ao ser líquidos (neste caso tem que justificado com relatório médico) e se for viajar no porão, as baixas temperaturas a que se expõe podem alterar seu conteúdo. Se viajar em estrada deve ir em uma bolsa térmica com frio e evitar a exposição solar. Em todo caso, é recomendável levar um relatório detalhado do especialista quando viajar seja dentro ou fora de nossas fronteiras.

Tatuagens temporárias

As famosas tatuagens de henna podem ser feitos durante todo o ano, mas é no verão, quando mais prolíficos são, sobretudo nas zonas de costa, onde há pessoas que se encarregam desse serviço. No entanto, a henna natural é geralmente enriquecer com um produto que fixa melhor a tatuagem, a parafenilendiamina. Em algumas ocasiões este produto provoca alergia ou dermatite.

Picadas de insetos e abelhas

Em Portugal um 3 por cento da população sofre reações alérgicas graves para o veneno de vespas e abelhas, a taxa de mortalidade anual é de 3 pessoas (0,08 por milhão). As reações às mordidas costumam ser locais, isso significa comichão, vermelhidão, e inchaço na zona da picada. Mas quando o diâmetro da picada ultrapassa os 10 cm trata-se de uma reação patológica. A doutora Teresa Alfaya, presidente do Comitê de Alergia a Abelhas explica que, “nos casos que se produzem lesões na pele, a distância do local da picada, há dificuldade para respirar, tontura ou sintomas digestivos, constitui uma reação alérgica generalizada grave ou anafilaxia”.

Durante o verão, aumenta o risco de picadas de insetos himenópteros. Recomenda-Se extremar o cuidado ao ar livre e evitar os pícnics, pois a comida que os atrai. No caso de ocorrer uma reação local, recomenda-se lavar a área da picada com água e sabão e arrefecer e, se o médico recomenda, uso de anti-histamínicos orais e cremes de corticosteróides tópicos. No caso da utilização de cremes há que ter cuidado com a fotossensibilidade que podem induzir.

Em caso de reação alérgica generalizada grave, os pacientes devem ser orientados assim na auto-administração de adrenalina (o tratamento de emergência) e fazer um reconhecimento prévio.

Um tratamento eficaz para as pessoas que sofrem desta condição é a imunoterapia resultante da administração periódica de pequenas doses crescentes de veneno ao que o paciente está sensibilizado em um período de 5 anos.

Crianças

Nestas datas, há muitas crianças que às vezes ficam ao cuidado de familiares, nestes casos recomenda-se que os encarregados em questão estejam bem informados sobre as alergias das crianças já sejam alimentares ou de qualquer outro tipo. Essas pessoas devem estar familiarizadas com os medicamentos necessários em caso de reação e com o uso de dispositivos de autoinyección de adrenalina.

Também são datas em que muitas crianças vão para acampamentos de verão, por isso convém lembrar que há acampamentos especiais para crianças, asmáticos e alérgicos. Estes são projetados para que as crianças possam desfrutar e se divertir em contato com a natureza, sem problemas.

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