7 minutos para ter um diagnóstico de mal de Alzheimer

Ainda não se dispõe de tratamentos que consigam frear a doença de Alzheimer, no entanto, a aplicação precoce do tratamento adequado diminui a evolução de seus sintomas. O principal problema vem com a dificuldade de identificá-los o mais rápido possível, por isso o encontrar ferramentas para o diagnóstico precoce, o que implicaria uma enorme vantagem.

Até à data, os especialistas estavam com grandes dificuldades para conseguir o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Devido ao pouco tempo de que dispõem para atender os pacientes em suas consultas, não podiam fazer uso das provas mais complexas e, por conseguinte, de maior duração que verdadeiramente conseguem resultados muito mais precisos.

No entanto, neurologistas, psiquiatras e geriatras terão ao longo deste ano do Teste de 7 minutos. Trata-Se da versão adaptada para a população portuguesa de um teste elaborado inicialmente nos Estados Unidos. Com este novo instrumento é possível diagnosticar a doença de Alzheimer nas primeiras fases e em pacientes de todas as idades.

Trata-Se de uma prova que, como o seu nome indica, dura apenas 7 minutos e está disponível tanto em formato papel como em formato electrónico. É composto de 4 partes. A primeira avalia a orientação temporária do paciente, posteriormente, realiza-se um teste de memória através da lembrança e do aprendizado de uma série de elementos gráficos. Em sua terceira fase, observa-se a fluência da linguagem e, finalmente, se realiza um teste de desenho. “Se pede ao paciente que faça um desenho complexo. Apesar de que esta última prova parece ser muito simples, oferece muita informação, já que sabemos que os doentes de Alzheimer têm especial dificuldade para levar a cabo esta tarefa que requer planejamento, certo controle motor e mecanismos de abstração”, explica Fernando Sánchez, psicólogo do Hospital Doze de Outubro de Madrid.

Fazer planos com tempo

Além das vantagens óbvias que para o doente implica conhecer de forma precoce, o que sofre de Alzheimer, também a família pode se beneficiar muito desta informação. “Você pode imaginar a quantidade de discussões domésticas que economizar?”, se pergunta a presidente da Associação de Familiares de Doentes de Alzheimer de Madrid, Branca Clavijo. Com freqüência, os primeiros sinais da doença se manifestam através de esquecimento e negligência do doente, situação que pode ser bastante frustrante para todo o seu ambiente.

Além disso, poder planejar com tempo o que será de um mesmo quando conhece o futuro de sua doença é algo que ajuda muito as famílias. “Que o paciente decida o que quer que façam com ele, quando não tenha capacidade para decidir por si mesmo os aspectos clínicos, económicos, profissionais e familiares, poupe seus familiares, ter que tomar, no futuro, decisões muito difíceis”, explica Jorge.

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