12 perguntas mais frequentes dos pais pela primeira vez

As questões relacionadas com a amamentação, a transição para o leite e a limpeza de mamadeira são algumas das dúvidas mais frequentes entre os pais pela primeira vez, tal e como indica Paz Ferragut, de Farmácias de Mª Paz Ferragut Chillida, em Castellón. “Também preocupam-se muito com as cólicas do lactante, passam muito mal, quando acontece, e a proteção solar“, comenta esta farmacêutica.

Lourdes Blesa, da Farmácia João Blesa de Baza, em Granada, concorda que as perguntas mais comuns nestes casos, estão relacionadas com a alimentação dos bebês, bem como a prevenção das grita do mamilo.

Respostas para as dúvidas mais comuns dos pais pela primeira vez

1. O que fazer quando aparecem as cólicas do bebê?

Esses episódios fazem referência a “quadros clínicos em que o bebê chora muito, encolhe as pernas e mostra um pouco de dor importante, algo que ocorre principalmente nos três primeiros meses de vida”, explica Maria Garcia-Onieva, pediatra do Centro de Saúde de Entrevías em Madrid e membro daAssociação Espanhola de Pediatria(AEP). Esta especialista esclarece que, embora se desconheça a causa, “pode ser causado por um excesso de mobilidade intestinal e é muito provável que a partir dos três meses vão desaparecendo”. Neste sentido, Úrsula Lopes, coordenadora do Grupo de Trabalho da Criança e do Adolescente da Sociedade Espanhola de Médicos de Atendimento Primário (Semergen) acrescenta que “as cólicas do lactente são mais comuns em crianças alimentadas com mamadeira”.

Como prevenir? É difícil porque a origem é desconhecida, mas García-Onieva aconselha “que a criança coma mais devagar e, muitas vezes, de modo que eliminamos a ansiedade e, por conseguinte, que engula mais ar“. Se o bebê sofre tais cólicas, “há que descartar todo tipo de medicamento homeopático, e optar por uma massagem abdominal, que é de acordo com a direção ou, se se pratica a amamentação, pô-lo ao peito”, acrescenta.

2. Quando retirar o peito?

García-Onieva considera que é uma decisão pessoal, que depende de cada família, mas menciona que “a partir dos dois anos, não seria necessário partir de um ponto de vista nutricional”. Nesta linha, López lembre-se que as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) são “manter a amamentação de forma exclusiva até os seis meses e complementada com outros alimentos até os dois anos”.

Por outra parte, esta é a especialista comenta que “deve-se retirar quando existam doenças que a contraindiquen como a galactosemia do recém-nascido ou a infecção por HIV da mãe”.

3. O que leite é melhor depois do peito e como prepará-lo?

Na hora de escolher o que dar leite ao bebê, Lopes observa que a idade é a chave, pois existem diferentes produtos adaptados a cada etapa. “Todos os sucedâneos do leite materno comercializados atendam alguns mínimos de qualidade, pelo que não se pode dizer que uns são melhores que outros”, afirma.

Sobre como prepará-los, esta médico de Família sugere que “só os pais que vão se alimentar com leite artificial seus filhos devem receber formação expressa neste sentido”. Por sua parte, García-Onieva aponta que “os leites de início que se oferecem para os bebês nos primeiros seis meses de vida e as de seguida, as crianças entre seis meses e dois anos”.

4. O que faço se meu bebê come pouco?

Ambos os especialistas concordam que a percepção que os pais se choca com a realidade, na maioria dos casos, já que os bebês tendem a comer o que eles precisam. “Se ganha peso, significa que a criança está comendo o necessário e, portanto, se ele está saudável. É fundamental, neste ponto, seguir as recomendações de pediatras”, insiste Garcia-Onieva.

5. Como expulsar os gases?

A partir da AEP, aconselham os pais “não ficar obcecado com esse assunto, porque há crianças que os expulsa de forma escandalosa e outros que não precisam de arroto”. García-Onieva explica que “é normal que um bebê de seis meses vomite pequenas quantidades. Isso tempo a desaparecer com o tempo, quando amadurece o trato esofágico”.

6. Como evitar o eritema da fralda?

Segundo as especialistas consultadas, as principais causas de irritação na zona de fralda são a umidade e o calor. Portanto, recomenda-se evitar a umidade, manter a pele limpa e limitar o uso de lenços umedecidos. “Muitas vezes, esquecemo-nos, em seguida, secar a pele após o uso, de modo que fica úmido e favorece o aparecimento do eritema que pode infectar com fungos existentes na pele”, descreve Garcia-Onieva.

A estes conselhos, esta pediatra soma “as mudanças frequentes de fraldas, deixar a área ao ar livre sempre que possível e cremes no formato pasta de zinco” mas adverte que “as últimas recomendações sugerem que não é necessário utilizar cremes de forma sistemática e é melhor reservar o seu aplicativo para a zona anal esteja irritada”.

7. O que proteção solar devem usar os bebês?

Lopes explica que “os menores de seis meses não devem se expor a radiação solar de forma direta, nem se lhes deve gerenciar qualquer tipo de creme solar”. A seu juízo, em tais casos “é preferível que estejam à sombra ou sob toldos, tendo em conta que através deles pode filtrar até 30 por cento da radiação”.

Esta porta-voz de Semergen comenta que “entre os seis meses e os dois anos de idade devem usar fotoprotectores com filtros físicos”. Em crianças maiores de três anos podem usar protetores para crianças sempre que a rotulagem não indique o contrário.

8. Há que bañarles diariamente?

De acordo com López, o banho diário não é necessário por razões de higiene, embora reconheça que “depende das preferências de cada criança, já que a alguns lhes relaxa”. Além disso, esta é a especialista aconselha que o banho seja sem sabão, para não agredir a barreira lipídica natural da pele”.

9. Como cuidar do cordão umbilical?

Lopez diz que “as diretrizes de atuação mudaram ao longo dos anos”, no entanto, insiste que “o mais importante é mantê-lo seco, dobrando o tecido para que não se molhar com a micção”.

10. O que fazer se o bebé tem febre?

A febre é un ato de defesa do organismo, que nem sempre precisa de medicamentos, tal como explica Garcia-Onieva. “Há uma fiebrefobia importante em nosso país, se tem medo da febre, mas não os antitérmicos. Também não é necessário tirar a roupa e tê-lo aterido de frio”. Em sua opinião, “são proibidos os banhos de água fria e as friegas com álcool”.

Quando você tem que se preocupar com a febre? Segundo a pediatra, há que ir às Urgências se a temperatura ultrapassa os 38 graus, tomada na axila, e o bebê tem menos de um mês.

11. Há que acordar os bebês para a tomada?

Depende de cada criança. García-Oliveira explica que, “por debaixo dos três quilos de peso dos bebês têm de comer a cada duas ou três horas, de forma obrigatória, porque têm risco de que possa bajarles a glicemia”. Em contrapartida, “se você pesa mais de três quilos, está saudável e aguenta, sobretudo à noite, não acontece nada se está a cinco ou seis horas sem comer”.

12. Qual é a melhor posição para dormir?

García-Onieva indica que “a posição mais segura para evitar a morte do bebê é para cima, mas, quando está acordado, convém que, sob vigilância paterna, se lhe ponha de cabeça para baixo para fortalecer os músculos do pescoço”.

A estas recomendações, López soma a escolha de um colchão firme, evitar abrigarles em excesso e os bichos de pelúcia e almofadas ao redor. Sobre o dormir junto, dormir na mesma cama que os pais, ambos os especialistas destacam que devem ser feitas sob cerca de condições seguras: mãe não é fumante, pais que não tenham consumido drogas, sem travesseiro e optar por lençóis em vez de edredões de penas.

Veja também:

Um pai com seu bebê chorandoComo dormir um bebê sem que chore

Criança com febre e um termômetroComo controlar a febre em bebês

Criança brincando na praiaDiferenças entre o creme solar de crianças e de adultos

Add a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

¤